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Análise epidemiológica da saúde mental de professores universitários no cenário após pandemia de coronavírus em uma cidade do interior de minas gerais – Brasil

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Dados abertos

Sim

Resumo

A pandemia de COVID-19 trouxe diversas mudanças nas instituições de ensino de todo o mundo. Muitas perguntas surgiram após as mudanças, entre elas é se poderiam acarretar algum impacto na saúde mental dos professores. Este estudo tem como objetivo determinar a prevalência de transtornos mentais comuns, não psicóticos, em professores de ensino superior, da rede pública e privada, em diferentes cursos, após o início da pandemia de COVID-19 de uma cidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Estudo transversal, com coleta de dados, por meio da aplicação de formulário e questionários autoaplicáveis, enviados por e-mail e redes sociais dos departamentos por intermédio das instituições filiadas ao estudo. Análise de variáveis, como mudanças na metodologia para o ensino a distância, idade, gênero, tempo de profissão, curso e questionário autoaplicável de rastreio de transtornos mentais comuns não psicóticos (SRQ-20). Ao final do estudo, evidenciou-se que, dos 129 participantes, 49,6% são mulheres; 68% são casados; 52% dão aula também na pós-graduação; 69% com dedicação exclusiva à docência; 14% informaram insatisfeitos com a profissão de professor e 61% insatisfeitos com a remuneração; 92% usaram o ensino remoto durante a pandemia; 19% realizaram tratamento psiquiátrico anterior à pandemia e 19% estão em vigência de tratamento no momento da pesquisa. Observou-se também que 100% informaram terem vacinado para COVID-19; 26% sentiram medo do retorno das aulas presenciais. Sobre avaliação de saúde mental: 37 professores (28,6%) apresentaram no SRQ-20 uma pontuação superior a sete pontos. As análises de correlação positivas com maior pontuação foram insatisfação com a profissão, remuneração e tratamento passado e atual para transtorno psiquiátrico. Diante dos dados levantados, detectou-se um alto percentual de professores com provável adoecimento mental após a pandemia de COVID-19. Existem poucos estudos sobre este assunto, nesse grupo de profissionais, por isso, é de extrema importância estudar o processo de adoecimento mental relacionado ao trabalho, pois são fundamentais, para o desenvolvimento de estratégias de intervenção que reduzam os transtornos mentais, ao se promover ações sobre fatores de risco e proteção, melhorando a qualidade de vida dos docentes. Palavras-chave: COVID-19; saúde mental; professores universitários.

Abstract

The COVID-19 pandemic brought about several changes in educational institutions worldwide. Many questions arose from these changes, one of which is whether they could affect professors' mental health. This study aims to determine the prevalence of common, non-psychotic mental disorders in higher education professors from public and private institutions, in different programs after the start of the COVID-19 pandemic in a municipality of the Minas Gerais countryside in Brazil. This is a cross-sectional study, with data collected through self-administered forms and questionnaires, sent by email and social media to the departments through the institutions affiliated with the study. Variables, such as changes in methodology for distance learning, age, gender, years of professional experience, study program, and a self-administered questionnaire for screening common non-psychotic mental disorders (SRQ-20), were analyzed. The study showed that, of the 129 participants, 49.6% are women, 68% are married, and 52% also teach graduate programs; 69% are dedicated exclusively to teaching; 14% reported dissatisfaction with the teaching profession and 61% with remuneration; 92% used remote teaching during the pandemic; and 19% underwent psychiatric treatment before the pandemic and 19% were undergoing treatment at the time the survey was conducted. It was also observed that 100% reported having been vaccinated against COVID-19 and 26% feared returning to on-site classes. Regarding mental health assessment, 37 professors (28.6%) presented a score higher than 7 points on the SRQ-20. The highest scores consisted of positive correlation analyses for dissatisfaction with the profession, remuneration, and past and current treatment for psychiatric disorders. Based on the data collected, a high percentage of professors with probable mental illness after the COVID-19 pandemic was detected. There are few studies on this subject within this group of professionals. Therefore, it is essential to study the process of work-related mental illness to develop intervention strategies that reduce mental disorders by promoting actions on risk and protective factors, improving the quality of life of professors. Keywords: COVID-19; mental health; university professors.

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Epidemiologia

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SANT´ANA, Márcia Carvalho. Análise epidemiológica da saúde mental de professores universitários no cenário após pandemia de coronavírus em uma cidade do interior de Minas Gerais – Brasil. 2025. 57 p. Dissertação (Mestrado Acadêmico) - Universidade Federal de Lavras, 2025.

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